A presidente Dilma Rousseff envia hoje ao Congresso proposta que submete à
consulta popular por plebiscito a reforma política. Dilma adiantou que o texto
terá temas como “o financiamento das campanhas e o voto vigente”. Após reunião
ministerial, ontem, na Granja do Torto, perguntada se seu governo tem “padrão
Fifa”, Dilma respondeu que é “padrão Felipão”, em alusão ao técnico tetracampeão
da Copa das Confederações, no domingo.
Sobre se a reforma política valerá para as eleições de 2014, Dilma disse que
não é ela quem decide e empurrou a questão para o Judiciário e Legislativo. “Eu
te diria que do nosso ponto de vista seria de todo oportuno, mas não temos como
definir isso, depende do prazo do TSE e, em função do prazo, depende do Senado e
da Câmara. Eu não tenho governabilidade sobre essa questão”, afirmou.
Sobre transporte urbano, a presidente disse que no “mundo inteiro” ele é
subsidiado e que está vendo a possibilidade de fazer um programa ainda mais
robusto com governadores e prefeitos. Na semana passada, ela anunciou R$ 50
bilhões para o setor. Na saúde, Dilma voltou a se defender das críticas sobre a
contratação de médicos estrangeiros. “Nós temos uma política que é dar
prioridade para o médico brasileiro. Não havendo médico brasileiro, se chamaria
médicos de outros países”, disse. Sobre a educação, Dilma prometeu política de
valorização do magistério. “Não há educação no mundo sem dar status ao
professor.”
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